…na Nazaré já vimos ondas maiores do que aquelas que o mundo viu…

Em tempos diferentes daqueles que vivemos, Alves Redol recorreu ao termo “uma fenda na muralha” para descrever a nesga através da qual as embarcações poderiam escapar da morte trágica.

Hoje, é a própria muralha que atrai os mais destemidos que, ano após ano, procuram a derradeira superação que apenas poderá ser concedida pelas características ímpares do Canhão da Nazaré.
2010 foi o ano que marcou o início da exploração do Canhão da Nazaré pelo extreme waterman Garrett McNamara, entre outros, que abria, assim, um novo capítulo na história do Surf. Hoje, a Praia do Norte é reconhecida por todos como um dos principais palcos de desportos aquáticos à escala planetária. Poucos projetos terão tido uma projeção mediática positiva tão grande num espaço temporal tão curto.

Alcançado o estatuto e consagrada a Onda da Nazaré (a maior alguma vez surfada como consta no livro de recordes do Guinness desde 2012), cabe-nos agora trabalhar afincadamente para que este projeto cresça em todas as vertentes e que abra novos campos de possibilidades para a Nazaré e para Portugal.

A cada ano que passa, a probabilidade de vermos alguém a desafiar ondas cada vez maiores é real, porque, como dizem os velhos pescadores sem qualquer espécie de desprimor: na Nazaré já vimos ondas maiores do que aquelas que o mundo viu.

Nota

Walter Chicharro, Dr.

Presidente da Câmara Municipal da Nazaré

Imagens da Praia do Norte

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